A palavra “bullying” tem sido muito usada para se referir a toda e qualquer violência escolar, o que acabou tornando o termo popular.
Essa violência é um sério problema de saúde pública e pode causar consequências ao bem-estar físico e mental das vítimas, como depressão, insegurança e ansiedade social.
Por isso, é preciso analisar com mais cuidado e classificar esse abuso de acordo com os seus 5 principais tipos: psicológico, físico, verbal, sexual e virtual. Também é preciso ter sempre muita atenção para diferenciar bem as situações, pois nem toda agressão pode ser considerada bullying.
Escrevemos este artigo para te ajudar a entender melhor o significado da expressão, as formas de identificar essa violência escolar, os modos de promover ações de prevenção na sua instituição e os materiais de estudo disponíveis para você se aprofundar no tema.
Vamos juntos?
O bullying escolar é um tipo de agressão intencional e repetitiva (acima de três vezes) que pode acontecer por meio da internet (cyberbullying) ou se manifestar em perseguições, piadas e violência física, causando danos físicos, psicológicos e emocionais na vítima.
Essa violência tem como ponto de partida o sentimento de superioridade e é classificada como crime na legislação brasileira (Lei nº 13.185/2015)!
Em 2009, o número de estudantes adolescentes que declararam ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que já haviam sofrido bullying na escola era de 30,9%. Em 10 anos (2019), esse número subiu para 40,3%.
Alguns especialistas alertam que a pandemia pode ter acentuado muito esse problema. Tendo em vista a gravidade do assunto, as escolas, assim como as famílias, têm a responsabilidade de identificar, combater e prevenir essas situações de violência escolar.
Primeiramente, é preciso ter atenção aos comportamentos de crianças e adolescentes e avaliar, caso a caso, as situações de conflito que acontecem na sua instituição. Dessa forma, é importante entender os tipos de bullying existentes e alguns comportamentos de crianças e adolescentes que podem provocar essas situações de violência.
Ao todo, alguns especialistas consideram que existem de 8 a 9 tipos comuns de bullying. Cada um deles tem as próprias particularidades e consequências. Separamos aqui os cinco mais frequentes para você conhecer!
Ocorre por meio de agressões físicas, como socos, chutes, empurrões e outras ações que envolvam contato físico. Apesar de parecer o caso mais simples de identificar, pode ser facilmente confundido com “brincadeiras”, em especial entre meninos.
Sinalize a equipe da sua escola sobre esse tipo de violência. Fique atento a conflitos recorrentes entre os mesmos alunos, bem como a casos de intimidação e de crianças e adolescentes que apresentam marcas dessas agressões.
Esse tipo de bullying costuma ser “silencioso”. Acontece quando a vítima é perseguida, manipulada, chantageada, discriminada ou ameaçada.

Na maioria das vezes, existe uma motivação de preconceito para essa agressão, que pode acontecer devido à cor da pele, à orientação sexual, à religião, à aparência física, entre outros fatores.